Blog UX Lab agora faz parte do Technè

Techné: termo derivado da palavra grega τέχνη traduzida normalmente como ofício, artesanato, ou arte. Representa o conhecimento do método racional aplicado à produção de um objeto ou para realização de uma meta ou objetivo. Nós do C.E.S.A.R não acreditamos numa dicotomia entre Techné e Epistêmê (termo normalmente traduzido como o conhecimento puro) e é com essa crença na construção do conhecimento através da reflexão e da prática que temos baseado nosso papel de ponte entre a sociedade e a academia.Techné também é o nome do Blog do C.E.S.A.R que se presta a transferência de conhecimento das nossas práticas aplicadas ao dia-a-dia, como uma decorrência natural da visão do desenvolvimento de projetos com equipes multidisciplinares fez todo sentido nesse momento a fusão do Blog UX Lab com o Techné, sendo assim se você veio para esse endereço em busca das reflexões sobre Experiência do Usuário e Design clique nesse link e nos acompanhe para o novo endereço.

Publicado em February 17, 2011
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9 dicas para ser um Arquiteto/Designer/Engenheiro zen de sucesso

101 Lições que Aprendi na Escola de Arquitetura 

Essas dicas eu peguei do livro “101 Lições que Aprendi na Escola de Arquitetura” de Matthew Friederick. Pelo título, alguns vão pensar que elas se restringem aos arquitetos, mas não. Todos que trabalham com produtos, processos e pessoas podem se beneficiar. E acreditem, colocá-las em prática é mais difícil do que pode parecer. Por isso o zen do título.

” Orientar-se por processos, e não por produtos, é a habilidade mais importante e difícil de ser desenvolvida por um designer.

Ser orientado por processos significa:

1 - Procurar entender um problema de design antes de buscar soluções;

2 - Não forçar soluções para VELHOS problemas em NOVOS problemas;

3 - Evitar a dedicação orgulhosa a seus projetos e diminuir a paixão por suas próprias idéias;

4 - Realizar pesquisas de design e tomar decisões holisticamente (dirigindo-se a vários aspectos de um problema de design de uma só vez) no lugar de sequencialmente (finalizando um aspecto de uma solução antes de investigar o próximo);

5 - Tomar decisões sobre o design de forma condicional - isto é, com a noção de que elas poderão, ou não, funcionar enquanto você continuar em busca da solução final;

6 - Saber quando mudar e quando permanecer com as decisões anteriores;

7 - Aceitar como normal a ansiedade que surge quando não se sabe o que fazer;

8 - Trabalhar fluidamente entre o conceito em escala e o detalhe em escala para ver como um constitui o outro;

9 - Sempre perguntar ‘E se?’, independentemente do quão satisfeito você esteja com a sua solução.”

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Matthew Friederick é arquiteto e designer, com trabalhos reconhecidos mundialmente.

http://www.frederickdesignstudio.com

Publicado em December 16, 2010
Categoria Design, Tecnologia, livros | Comentar

Brainstorming, placestorming, etc. = diálogo.

reunião de ideação

Durante a fase de ideação onde freqüentemente uma equipe multidisciplinar se reúne para “processar” os dados coletados na etapa de pesquisa, muitas vezes vem à tona a discussão sobre qual método deverá ser usado para idear soluções. Alguns mais pragmáticos costumam discursar sobre os benefícios dos métodos X ou Y. Mas a prática vem confirmando que o método mais apropriado tem sido o diálogo. Simples assim.

A contribuição de pessoas com diferentes formações, engajadas no desenvolvimento de um produto, ideando através do diálogo facilitado por um especialista, tem se mostrado bastante valorosa. O papel do facilitador, nesse caso, é de estimular a participação de todos, registrando e guiando a construção de um corpo de idéias/conhecimento que são fonte de constantes mash-ups/refinamentos.

Ao final de uma sessão é possível perceber que tal idéia, que será levada adiante, se originou da sugestão de A a partir da visão de B e informada pelos dados coletados em entrevistas, observações e revisões bibliográficas. Não é mágica. É apenas a construção do conhecimento através do diálogo.

Publicado em November 10, 2010
Categoria Uncategorized | Comentar

UX no Ensino à Distância no Brasil

Ao realizar um breve estudo sobre o panorama do Ensino à Distância no Brasil com foco na experiência do usuário foi possível constatar um cenário curioso: estamos realmente distantes no que diz respeito ao uso de boas interfaces que facilitem o estreitamento do elo professor-estudante.

Antes de começar a desenhar novas soluções que facilitem a mediação professor-estudante, é preciso dar um passo atrás e entender um pouco mais o paradigma de ensino em EAD em relação ao ensino tradicional realizado de forma presencial. No Brasil, e quiçá no mundo, uma das maiores barreiras não é a tecnológica mas sim a conceitual. Há um número significativo de instituições de EAD que adaptou para a web, o modelo de transmissão do aprendizado praticado de forma presencial. Existe ai um grande potencial a ser explorado para transformações radicais de processos e mecanismos de forma a tirar melhor proveito de novos paradigmas em cursos baseados na web.

Ao explorar um modelo genuíno no que diz respeito aos processos e mecanismos de transmissão de aprendizado em EAD, uma atenção especial deve ser dada ao design da interação. Fazendo uso de um meio tão versátil quanto ao da web, o desenho de uma interação capaz de mediar a negociação de significados e a construção do conhecimento através das interações sociais é uma tarefa bastante desafiadora. Para que esse objetivo seja alcançado, ciclos de pesquisa, prototipação e testes com usuários devem ser conduzidos e constantemente refinados. Interfaces devem ser criadas levando em consideração a grande variação de habilidades no uso do computador por parte dos seus usuários. E, por fim mas não menos importante, estudantes precisam se sentir próximos de seus tutores e colegas de modo a não contribuírem para o aumento do já alto número de desistência em EAD.

Publicado em October 28, 2010
Categoria Design, Software, Tecnologia, Usabilidade | Comentar

Saltos tecnológicos e o poder da palavra // continuum parte I de III

Em momentos singulares na história da humanidade o processo contínuo de mudanças tecnológicas dá um salto, os efeitos normalmente não são compreendidos imediatamente, necessitando para isso de um distanciamento histórico. Hoje vivemos um momento como esse. Com o intuito de refletir sobre essa situação o UX Lab, o blog de experiência do usuário do C.E.S.A.R convida o leitor para uma viagem em três etapas, onde desenvolveremos temas que foram tangenciados no debate realizado na última quinta-feira, dia 02 de setembro, como parte do festival Continuum, onde tive a oportunidade  de dividir a mesa com Heloísa Buarque de Holanda, crítica literária e estudiosa das novas práticas de produção literária e o VJ Yellow, designer, ilustrador, VJ e mediador do debate.

Partindo do entendimento que no momento que emergem essas singularidades históricas o caos é o padrão, faz-se necessário, para nos prepararmos para o que temos pela frente, olhar para o passado e analisar um pouco do último momento de mudança total que a humanidade presenciou. Vamos voltar até a Europa em 1450.

As tentativas de sistematizar o conhecimento europeu para dominar e transformar as forças da natureza através da investigação analítica e experimentação estruturada começam, no ocidente, na cidade de Bolonha em 1080, com a fundação da primeira universidade, até metade do século XV a transmissão do conhecimento prevalecente era oral, seguindo modelos de ensino da grécia antiga. Mesmo antes, a partir a queda do Império Romano do Ocidente no século VII gradativamente cai em declínio esse modelo de ensino. De imediato uma nova instituição, vinda do Oriente e que constrói um  sistema de grande poder no Ocidente toma a frente no papel de educação: as ordens monásticas. Os monastérios concentram, a partir daí, as tarefas de ensino e, através do trabalho dos copistas, da escrita, produzindo basicamente textos de uso litúrgico e, com o surgimento da burguesia, obras de luxo para coleções particulares.O processo de produção de cada cópia incluía a participação de Escribas, Encadernadores, especialistas em iluminuras, caligrafia ornamental e ilustração. Cada livro copiado podia levar um ano para chegar ao seu fim.

Em 1450 o joalheiro Johannes Gutenberg somou um conjunto de práticas, entre elas o uso dos tipos móveis (que ele conhecia da gravação de letras em peças de ourivesaria), as prensas de uvas que lhe eram familiares por ser natural da Mogúncia, no vale do Reno, uma região vinícola desde a época dos romanos, e seus estudos com tintas aderentes a metais, e com isso desenvolveu a prensa de tipo móvel. O impacto imediato na cadeia de valor formada em torno dos copistas foi grande. Mas o real impacto estava por vir.

Como a produção de um livro por um copista era extremamente dispendiosa, apenas obras de luxo e de carater religioso, normalmente litúrgico eram produzidos. Isso significa que não só o volume de livros era pequeno, mas o conteúdo refletia a sabedoria e os dogmas do passado. O barateamento da produção levou certos impressores a arriscar em novos titulos, e novas idéias começaram a circular. Para entendermos o impacto dessa mudança tecnológica, essa disseminação de ideias, em seu tempo, foi diretamente responsável pela Revolução Francesa e Reforma Religiosa.

E com esse gancho peço que o leitor dê um salto histórico para o ano de 2005, com a popularização de ferramentas de produção colaborativa e das redes sociais focadas na produção cultural (blogs, flickr, instructables, soundcloud para citar alguns), cria-se um cenário onde a internet se transforma em uma plataforma facilitadora de produção e distribuição de conhecimento livre como nunca vimos anteriormente. Segundo Heloísa: “Umberto Eco já disse que, se o século XX foi o dá imagem, o século XXI é o da palavra. Por causa da Internet! o que acontece hoje é que vemos o surgimento de novas formas de produção literária que começam a se desenvolver e pular da página. A palavra não cabe mais apenas na página do livro. Na literatura a palavra estava presa no papel. A palavra queria sair do estigma da página e da impressão.”

Para entendermos o impacto das possibilidades que temos hoje, com e-books, tablets, experiencias de narrativas dentro de games filmes interativos é necessário sempre a lucidez de ver que são apenas o início de novos caminhos os quais temos que estar atentos, mas ainda vão se modificar bastante. “O Kindle ainda é um incunábulo dessa nova tecnologia” reflete Heloisa.

Mais uma vez, a partir do momento no qual a plataforma está montada, o maior impacto é exercido pelas experimentações periféricas de grupos definidos da sociedade, tomando como exemplo o Fanfiction, produção de textos baseados em obras literárias e cinematográficas, o leitor não se prende ao seu papel solitário e reconstrói narrativas, continua sagas, detalha fatos ausentes em obras originais, de maneiras normalmente inesperada para os autores originais (assim como seus editores), essa prática, que atinge fortemente adolescentes (que trocaram a passividade da TV das gerações anteriores, pelo papel ativo na Rede) ratifica a observação de Umberto Eco, e deixa a dúvida sobre como as cadeias de valor tradicionais da literatura devem agir, nesse momento de quebra de paradigmas.

Mas é importante notar que a produção de texto não se restringe à aventura prazeirosa e intencionalmente literária. Hoje o texto é tão fundante para nossas vidas, que muitas vezes não é percebido. Sempre é bom lembrar que todos os softwares que nos cercam são produzidos através da palavra, codificada dentro de padrões rígidos e métricas espartanas (como foi feita muita poesia na história da literatura) e com um objetivo muito claro e definido (assim como as linguagens jurídicas ou a catequese jesuítica no Brasil Colônia). Mas esse é tema para um próximo post.

Publicado em September 7, 2010
Categoria Arte, Design, Literatura, Software, Tecnologia, livros | Comentar

Continuum - Arte e Tecnologia no Recife

Agentes inteligentes que montam um discurso a partir de twitters, ambientes para modelagem de objetos virtuais em 3D através do movimento das mãos no ar, paisagens turisticas em contraponto com suas representações, os cartões postais. Esses são alguns experimentos presentes na segunda edição do Festival Continuum, que teve início no dia 27 de agosto e vai até o dia 12 de setembro com exposições, oficinas e palestras na Torre Malakoff, Centro Cultural Correios e Memorial Chico Science, no Recife.Tomando como ponto de partida o uso de artefatos tecnológicos como meio de expressão artística o Festival conta com a exibição de obras na Torre Malakoff (VITALINO de Jarbas Jácome, MARVIN GAINSBUG – Jeraman e Filipe Calegario, 3X – Raquel Kogan e Lea van Steen, POSTCARDS – Lucas Bambozzi e HABITAT – Mary Gatis e Mica Braga. No Memorial Chico Science tem GAMBIOLOGIA – Fred Paulino e Lucas Mafra e no Centro Cultural dos Correios com betaOrquestra – Ricardo Brazileiro e da Espanha a REACTABLE de Sergi Jordá, Gunter Geiger, Marcos Alonso e Martin Kaltenbrunner que ficou famosa como interface tátil para produção musical, utilizada em shows pela cantora Byörk.Outro ponto interessante é que o festival aponta para uma tendência, em pernambuco, de migração de profissionais formados em ciência da computação para o meio de artes visuais. Dos artistas que tem obras expostas, 4 deles são egressos da UFPE e UFRPE (os artistas Jarbas Jácome, Jeraman, Filipe Calegario e Ricardo Brazileiro).A programação completa com palestras, oficinas e shows está disponível no site do evento.

Publicado em September 1, 2010
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Arte e Tecnologia no Recife

Agentes inteligentes que montam um discurso a partir de twitters, ambientes para modelagem de objetos virtuais em 3D através do movimento das mãos no ar, pontos turisticas em contraponto cartões postais

VITALINO – Jarbas Jácome (PE)
MARVIN GAINSBUG – Jeraman e Filipe Calegario (PE)
3X – Raquel Kogan e Lea van Steen (SP)
POSTCARDS – Lucas Bambozzi (SP)
HABITAT – Mary Gatis e Mica Braga (PE)

Publicado em September 1, 2010
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Design brasileiro na Business Week

Depois de um pequeno inverno, estamos de volta :)

Segue o link para uma matéria da Business Week sobre o design brasileiro. Foram 53 trabalhos brasileiros premiados na IDEA latino americana. E o nível estava altíssimo.

Na etapa brasileira, um trabalho feito em parceria pela equipe de design da Motorola e do C.E.S.A.R ganhou a medalha de ouro em design de interface.

Publicado em August 1, 2008
Categoria Design, Uncategorized | Comentar

Simplicidade e Complexidade

Divertida palestra de John Maeda sobre a sua tentativa de fugir do tema que norteou suas pesquisas nos últimos anos. :)
John Maeda é designer, cientista e professor do MIT Media Lab.

Publicado em May 27, 2008
Categoria Arte, Design, Palestras, Tecnologia | Comentar

Representação gráfica de dados para todos

 

O que acontece quando a mensagem que queremos comunicar toma a forma de milhares de pontos desconexos e submersos em gigantescas bases de dados? Como obter uma mensagem coerente sem perder a riqueza de gigabytes de informação? Esse espaço aparentemente confuso e amorfo é o campo da visualização de informações, em que o designer lida com dados numéricos e dimensões matemáticas para, utilizando-se da linguagem visual, revelar mensagens até então desconhecidas. “Many Eyes” é uma criação conjunta de Fernanda Viégas e Martin Wattenberg com o apoio da IBM,  que traz, através de uma estrutura de rede social, o poder da visualização de informações para pessoas leigas, possibilitando a inclusão de dados estatísticos no debate público.

Publicado em May 14, 2008
Categoria Design, Interface, Negócios, Software, Tecnologia, Usabilidade | Comentar

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